Milho trava e mercado liga sinal de alerta
No mercado físico, a dinâmica segue travada em diversas regiões
No mercado físico, a dinâmica segue travada em diversas regiões - Foto: Divulgação
O mercado de milho apresentou um cenário de ajuste nas cotações, com movimentos influenciados por realização de lucros e baixa fluidez nas negociações. Segundo a TF Agroeconômica , o ambiente segue marcado por cautela dos agentes e dificuldade na formação de preços mais consistentes.
Na B3, os contratos futuros encerraram em queda após երկու dias de alta, refletindo a atuação de investidores que optaram por garantir ganhos recentes. O vencimento maio/26 fechou a R$ 67,94, enquanto julho/26 ficou em R$ 69,09 e setembro/26 em R$ 71,06, todos com recuo no dia, mas עדיין acumulando valorização na semana.
No mercado físico, a dinâmica segue travada em diversas regiões. No Rio Grande do Sul, a liquidez permanece baixa, com negócios pontuais e preços entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca. A colheita avança para 90% da área, ainda limitada pelas chuvas, com produtividade média estimada em 7.424 kg por hectare e variações relevantes entre regiões.
Em Santa Catarina, o descompasso entre pedidas e ofertas mantém o mercado praticamente paralisado. As indicações giram em torno de R$ 75,00 por saca, enquanto compradores trabalham próximos de R$ 65,00, reduzindo o volume de negócios.
No Paraná, o cenário também é de pressão, com novos ajustes negativos nos preços ao produtor e negociações lentas. Já em Mato Grosso do Sul, houve reação nas cotações, entre R$ 57,00 e R$ 59,00 por saca, embora a liquidez siga limitada, com destaque para a atuação do setor de bioenergia como fator de sustentação.
O dólar abaixo de R$ 5,00 aparece como elemento comum entre as regiões, reduzindo a competitividade das exportações e reforçando a postura cautelosa dos compradores. A expectativa é de possível melhora na demanda no segundo semestre, o que pode influenciar o comportamento dos preços após o período de maior oferta.